Terceira edição do estudo mostra estabilidade no cenário nacional, piora nas rodovias públicas e manutenção de desempenho melhor nas concessões
Metade das rodovias públicas brasileiras avaliadas pela Confederação Nacional do Transporte (CNT) apresenta baixo potencial para reduzir a gravidade das consequências dos acidentes de trânsito. É o que revela a terceira edição do Painel CNT de Rodovias que Perdoam, atualizada com dados de 2025, que aponta redução nos indicadores das vias administradas pelo poder público e mantém a diferença de desempenho em relação às rodovias concedidas. O painel estará disponível no site da CNT a partir desta quarta-feira (3).
A metodologia da CNT baseia-se no conceito internacional de “rodovias que perdoam”, que se refere a vias projetadas ou adaptadas para reduzir a gravidade dos acidentes quando ocorrem. Desenvolvido a partir de metodologia própria da CNT, o Índice de Perdão avalia em que medida as características físicas das rodovias podem influenciar a gravidade dos acidentes, considerando elementos como dispositivos de contenção (defensas e barreiras), acostamentos, áreas livres de obstáculos, atenuadores de impacto e outros equipamentos de segurança passiva.
Nas rodovias sob gestão pública, 50% da extensão analisada— o equivalente a 42.052 km — foi classificada como Baixo Índice de Perdão, indicador que mede a capacidade da infraestrutura de minimizar os danos aos usuários em caso de acidentes. Apenas 4,8% (4.024 km) desses trechos alcançaram classificação de Alto Índice de Perdão. Já entre as rodovias concedidas, o cenário se inverte: 62,0% das analisadas (18.670 km) apresentam Alto Índice de Perdão e apenas 2,4% (718 km) foram enquadradas na faixa de Baixo Perdão.
Considerando toda a malha pesquisada pela CNT, de 114 mil km, 37,5% (42.770 km) dos trechos foram classificados como Baixo Índice de Perdão, 42,7% como Médio Índice de Perdão e 19,9% (22.694 km) como Alto Índice de Perdão. Em relação a 2024, o cenário nacional permaneceu relativamente estável, com pequena redução da participação dos trechos de Alto Perdão e crescimento da faixa intermediária.
“A terceira edição do Painel confirma que a qualidade da infraestrutura viária impacta diretamente a gravidade dos acidentes. Embora o cenário nacional indique estabilidade, os resultados mostram que os avanços ainda são desiguais, reforçando a necessidade de ampliar os investimentos em segurança viária, especialmente nas rodovias sob gestão pública”, destaca a diretora executiva da CNT, Fernanda Rezende.
Desigualdades regionais - A análise territorial também evidencia as desigualdades regionais na infraestrutura rodoviária brasileira. Os trechos com Alto Índice de Perdão concentram-se principalmente nas regiões Sudeste e Sul, onde predominam as concessões. Já as regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste seguem marcadas por corredores com Médio e Baixo Perdão, inclusive em rotas estratégicas para o transporte de cargas e de passageiros.
Interativo e de fácil navegação, o Painel permite consultar os dados por meio de filtros customizáveis por região, Unidade da Federação, gestão, jurisdição e por rodovias, além de categorias relacionadas à jurisdição e ao tipo de gestão da malha. A ferramenta utiliza como base os dados da Pesquisa CNT de Rodovias 2025, cruzados com as informações de acidentes da PRF (Polícia Rodoviária Federal) e com o volume de tráfego disponibilizado pelo DNIT (Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes), por meio do PNCT (Plano Nacional de Contagem de Trânsito).
Confira o painel no site do CNT Data.
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Movimento prevê a geração de 200 empregos diretos e a duplicação da capacidade de armazenagem da empresa.
A Soprano inicia um novo ciclo de crescimento com um plano de expansão industrial e logística na Região Sul do Brasil. A empresa investirá aproximadamente R$ 150 milhões nos próximos cinco anos em infraestrutura logística, automação de processos e maquinário industrial. A estratégia prevê a ampliação da operação industrial em Farroupilha (RS) e a implantação de dois novos centros de distribuição, em Caxias do Sul (RS) e Navegantes (SC). O plano também contempla a geração de 200 empregos diretos na Região Sul e integra a estratégia de crescimento da companhia para os próximos anos.
A expansão inclui o fortalecimento da produção no parque fabril de fechaduras, em Farroupilha (RS), segmento no qual a Soprano se destaca como líder em volume de produção no Brasil. Além disso, a companhia projeta gerar aproximadamente R$ 100 milhões em impostos no Rio Grande do Sul ao longo dos próximos cinco anos, em linha com a ampliação de sua estrutura operacional.
Com dois polos na Região Sul, a nova estrutura logística duplicará a capacidade de armazenagem da empresa. A iniciativa tem como objetivo aproximar a Soprano de seus clientes, elevar o nível de atendimento e ampliar a eficiência da operação.
“A Soprano está dando um passo estruturante para o futuro do negócio. Estamos fortalecendo nossa operação para ganhar eficiência, encurtar distâncias, ampliar a capacidade de atendimento aos clientes e construir uma base mais robusta para o crescimento nos próximos anos. É um movimento que combina visão de longo prazo, disciplina operacional e confiança no potencial de expansão da companhia”, afirma Cyro Gazola, CEO da Soprano.
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Zerar disposição de resíduos em aterro industrial, reutilizar 100% do efluente tratado e duplicar o número de mulheres em cargos de liderança foram os objetivos alcançados
O ano de 2025 foi fundamental para a consolidação da Randoncorp como um ecossistema global de soluções para a mobilidade. A companhia e sua subsidiária, Frasle Mobility, alcançaram um marco importante na jornada de sustentabilidade da Ambição ESG, ao registrar o atingimento integral de três dos compromissos públicos estabelecidos para o ano. Foram alcançadas as metas de zerar a disposição de resíduos em aterros industriais, reutilizar 100% do efluente tratado das operações fabris e duplicar o número de mulheres em cargos de liderança, passando de 11% para 22%. Os dados completos foram compartilhados com o mercado pelas companhias nesta quinta-feira, 28 de maio, por meio da publicação dos Relatórios de Sustentabilidade.
Desde a divulgação dos compromissos públicos, assumidos em 2021, considerando como ano-base 2020, a Randoncorp e a Frasle Mobility têm demonstrado à sociedade e ao mercado que os aspectos ambientais, sociais e de governança estão integrados à condução dos negócios. “Nossa trajetória de amadurecimento na agenda ESG é consistente, marcada por projetos relevantes nos últimos anos. O que permite essa evolução constante é a conexão com a estratégia dos negócios e a estrutura de governança sobre o tema, construída para garantir que essa temática oriente ações em todas as áreas, valorizando a transversalidade e a interdisciplinaridade”, destaca Marcos Baptistucci, Chief People and Culture Officer (CPCO) da Randoncorp e coordenador do Comitê ESG.
No pilar ambiental, foram realizados investimentos relevantes que, em 2025, somaram R$ 38,6 milhões, com destaque para a modernização de Estações de Tratamento de Efluentes (ETEs) nos complexos fabris de diferentes cidades, como Caxias do Sul (RS) (foto abaixo), Joinville (SC) e Sorocaba (SP). Ao longo do ano, também foi inaugurada uma nova subestação de energia da Fremax, unidade da Frasle Mobility em Joinville, que elimina a necessidade de uso de geradores e evita a emissão de 2,4 mil toneladas de gás carbônico na atmosfera.

Outros projetos e parcerias nesse pilar, como iniciativas que promovem a economia circular, ganharam tração ao longo de 2025, com a consolidação de iniciativas como Ecoareia nas unidades de fundição, desenvolvida de forma pioneira pela unidade de Caxias do Sul da Castertech. Além disso, foram antecipadas práticas circulares para a gestão de resíduos em operações recém-inauguradas, como as unidades dessa empresa em Mogi Guaçu (SP) e em Schroeder (SC).
A Randoncorp e a Frasle Mobility seguem avançando de forma consistente na meta de redução das emissões de gases de efeito estufa por meio de investimentos estruturados, como a implantação da Caldeira Verde na maior planta fabril de produtos de fricção da Frasle Mobility, em Caxias do Sul.
Reforçando o compromisso da companhia com a gestão de pessoas como pilar para a construção do futuro, impulsionando investimentos mesmo em cenários econômicos desafiadores, a Randoncorp lançou dois programas de aceleração para líderes: Potencialize-se e Leading the Future. Também como parte desse objetivo, houve avanços relevantes em equidade de gênero.
Resultado das ações de engajamento, capacitação e gestão, foi possível celebrar o cumprimento do compromisso de duplicar o total de mulheres na liderança, considerando as empresas localizadas no Brasil. Uma das iniciativas que favoreceram esse trabalho é o programa Jornada Delas (foto abaixo), estruturado com sessões de mentoria e treinamentos, o que evidencia que o protagonismo feminino também se traduz em excelência na gestão.

“Para os próximos anos, o objetivo é seguir avançando nessa jornada, com determinação para enfrentar todos os desafios traçados. Iremos repactuar nossa Ambição ESG, com novos progressos para estruturar uma nova etapa dessa agenda. Dois dos compromissos públicos que já temos firmados – zerar acidentes graves e ampliar a receita líquida gerada por novos produtos – são direcionamentos recorrentes que permanecem como prioridades. Já a meta climática de redução das emissões continua vigente até 2030, orientando nossas iniciativas para o futuro”, reforça Daniel Randon, presidente e CEO da Randoncorp e presidente da Frasle Mobility.
A sustentabilidade dos negócios é alicerçada também na inovação, com investimentos de mais de R$ 200 milhões em Pesquisa e Desenvolvimento, estimulando novos processos e produtos que se traduzem em receita e em novos mercados. Exemplo dessa caminhada é o progresso constante da inteligência artificial nas operações, liderado pelo Programa Brain, que estimula o uso consciente da tecnologia para otimizar e aprimorar a eficiência e a produtividade em um ambiente digital seguro.
“Nosso propósito de conectar pessoas e riquezas para gerar prosperidade nos impulsiona a dar continuidade à construção de um futuro inovador, ético e sustentável, transformando a mobilidade e desenvolvendo soluções alinhadas às necessidades das pessoas, do planeta e dos negócios”, complementa Randon.
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Setor movimenta cerca de 65% das cargas do país e avança com digitalização e aumento da demanda, enquanto empresas enfrentam custos elevados, combustível volátil e necessidade crescente de liquidez operacional
O transporte rodoviário de cargas mantém trajetória de expansão no Brasil desde 2025, impulsionado principalmente pelo agronegócio e pelo avanço do comércio eletrônico. Responsável por cerca de 65% de toda a carga movimentada no país, segundo dados do Observatório Nacional de Transporte e Logística da Infra S.A., o setor encerrou o último ano com crescimento de 7% no volume transportado, o que reflete o aumento da atividade logística e da demanda por distribuição em diferentes regiões do país.
Os números reforçam a relevância econômica do segmento. De acordo com a mesma pesquisa, apenas o transporte de combustíveis movimentou 42,5 milhões de metros cúbicos, enquanto o setor de grãos alcançou 49,1 milhões de toneladas transportadas. O avanço acompanha a expansão das cadeias produtivas e o fortalecimento da logística como infraestrutura essencial para o crescimento econômico brasileiro.
Ao mesmo tempo, o setor passa por uma transformação operacional impulsionada pela tecnologia. A digitalização de processos, o uso de rastreamento via satélite e a adoção de ferramentas de monitoramento logístico vêm permitindo maior controle das rotas, redução de desperdícios e aumento da eficiência operacional. No segmento de transporte de passageiros, a renovação da frota também acelera, com o aumento da produção de ônibus elétricos e a modernização da infraestrutura para atender ao crescimento do turismo doméstico.
Apesar da expansão, o modal rodoviário ainda enfrenta gargalos históricos. Dados da Confederação Nacional do Transporte (CNT) apontam que os investimentos em infraestrutura logística seguem aquém da demanda do setor, enquanto fatores como a malha rodoviária precária, o envelhecimento da frota e a volatilidade dos preços dos combustíveis continuam pressionando os custos das operações.
Agora, as transportadoras vivem um paradoxo operacional: ao mesmo tempo em que o volume transportado e o faturamento crescem, aumenta também a necessidade de capital de giro para sustentar a expansão, a renovação operacional e o ganho de eficiência. O desafio se intensifica em um ambiente de crédito mais caro e seletivo, que limita o acesso rápido a recursos financeiros.
É nesse contexto que modelos alternativos de crédito estruturado vêm ganhando espaço entre as empresas do setor. A Bankme tem ampliado sua atuação junto a transportadoras ao oferecer estruturas financeiras voltadas à gestão de caixa, à antecipação de recebíveis e ao fortalecimento da liquidez operacional.
“O transporte rodoviário brasileiro vive um momento de crescimento importante, mas esse avanço exige cada vez mais capacidade financeira das empresas. Crescer demanda combustível, manutenção, renovação de frota, tecnologia e capital de giro constante. Muitas transportadoras possuem operação saudável, mas enfrentam dificuldade para acessar crédito no tempo e nas condições que o negócio exige”, afirma Thiago Eik.
Segundo a empresa, a busca por estruturas mais flexíveis vem aumentando, especialmente entre transportadoras de médio porte, que precisam equilibrar a expansão operacional e a previsibilidade financeira em um mercado altamente dependente do fluxo de caixa.
“O setor logístico opera em uma dinâmica extremamente intensa. Quando a demanda cresce, aumenta também de forma imediata a necessidade de liquidez. A solução ágil de crédito surge justamente como uma infraestrutura financeira para essas empresas, permitindo maior autonomia sobre o capital, redução da dependência bancária e mais eficiência na gestão financeira da operação”, explica Aury Ronan.
Com o avanço da atividade logística, a expansão do agronegócio e o crescimento contínuo do comércio eletrônico, a tendência é de que a pressão sobre a eficiência operacional e a estrutura financeira continue aumentando nos próximos anos. Nesse ambiente, soluções voltadas à liquidez e à diversificação de funding passam a assumir um papel cada vez mais estratégico na cadeia de transporte rodoviário brasileira.
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