Em lubrificantes, o Grupo avançou com a aquisição da YPF Lubrificantes, a criação da Usiblend como plataforma industrial multimarcas, a consolidação da planta de Diadema (SP) como centro de envase e mistura e a absorção de 100% da produção nacional da Valvoline.
A Usiquímica, grupo químico brasileiro com atuação integrada nos segmentos de lubrificantes, Arla e químicos, incluindo portfólio multimarcas, produção própria e marcas representadas, encerrou 2025 com crescimento de 85% no faturamento em comparação com 2024. O resultado reflete a consolidação de uma estratégia baseada na expansão e diversificação do portfólio, na incorporação de novas marcas, no fortalecimento industrial e no ganho de escala operacional, com evolução consistente nos três principais pilares do negócio. Para 2026, a companhia trabalha com a expectativa de manter uma trajetória de crescimento, com projeção inicial de 20%.
Esse desempenho resulta da combinação de múltiplos fatores estratégicos. No segmento de lubrificantes, o avanço foi impulsionado, inicialmente, pela aquisição das operações da YPF Lubrificantes no Brasil, em dezembro de 2024, incluindo a planta industrial de Diadema (SP), atualmente em processo de transformação para um novo patamar de produtividade, automação e segurança operacional.
A partir desse movimento, foi criada a Usiblend, marca industrial do Grupo Usiquímica, responsável por liderar a reestruturação da unidade e torná-la referência nacional em envases e misturas de lubrificantes para múltiplas marcas. Segundo Osvane Lazarone, diretor comercial da Usiquímica, “o processo de modernização industrial, reorganização do layout, automação e investimentos anunciados de R$ 120 milhões no início de 2025 prevê triplicar a capacidade produtiva da planta ainda em 2026, elevando o volume em até 6 milhões de litros mensais”.
Ainda em 2025, a Usiblend absorveu 100% da produção nacional da Valvoline no Brasil, marca da qual a Usiquímica é representante oficial no País desde 2018, com 87% do portfólio já fabricado localmente, fortalecendo a estratégia de nacionalização, competitividade e ganho de escala. Em agosto, a Usiquímica também ampliou sua atuação ao firmar parceria estratégica com a Emirates National Oil Company Limited (ENOC), empresa global de petróleo e gás controlada pelo Governo de Dubai, para a produção nacional da linha marítima de lubrificantes.
De acordo com Lazarone, “o desempenho do segmento de lubrificantes no consolidado do Grupo Usiquímica registrou crescimento de 17% em 2025, em comparação com 2024, refletindo um movimento estrutural de expansão”. Nesse contexto, a aquisição das operações da YPF Lubrificantes no Brasil teve papel relevante ao elevar nossa participação no mercado de 1% para 3% do market share nacional e consolidar nossa companhia entre as seis maiores do setor de lubrificantes no país”.
Arla 32 Ecotec - Alinhada à evolução regulatória do transporte e às exigências ambientais, a Usiquímica, uma das pioneiras na produção de Arla 32 no Brasil desde 2012, registrou crescimento de 18% em 2025 com o Arla 32 Ecotec, fluido utilizado em sistemas SCR (Redução Catalítica Seletiva) para o controle das emissões de óxidos de nitrogênio (NOx) no transporte rodoviário. O desempenho reflete a ampliação da capilaridade comercial, o desenvolvimento de novos clientes ao longo da cadeia e o fortalecimento da atuação da companhia nesse mercado.
No pilar Arla, a Usiquímica manteve crescimento consistente com o Arla 32 Ecotec e ampliou o portfólio com o início da produção do AUS 40, abrindo novas frentes de aplicação nos segmentos industrial e marítimo.
“Ao longo de 2025, os investimentos estiveram concentrados principalmente na ampliação da capacidade de armazenagem, com foco no aumento dos estoques e na maior eficiência logística”, afirma o diretor. Como parte da estratégia de diversificação e preparação para novas aplicações, o grupo iniciou a produção do AUS 40, solução de ureia com concentração mais elevada (40%, em comparação com 32,5% do Arla 32 Ecotec), cujas vendas começam este ano, ampliando o portfólio para atender a aplicações industriais e navais. Para este ano, a projeção de avanço no segmento de Arla é de 15%.
Químicos - Em 2025, o segmento químico do Grupo Usiquímica cresceu 20%, resultado da combinação de diferentes frentes de atuação que ampliaram e qualificaram a presença do Grupo em mercados estratégicos.
Entre esses vetores, destaca-se a evolução de soluções voltadas ao tratamento de emissões de NOx, em resposta a exigências regulatórias cada vez mais rigorosas. A amônia concentra as soluções do portfólio químico com impacto ambiental direto, ao viabilizar o controle de poluentes em processos industriais, em lógica semelhante à já consolidada no setor automotivo com o uso do Arla 32 Ecotec.
“Ao ampliarmos nossa atuação na produção de amônia, assumimos um papel ativo na redução de emissões industriais. Trata-se de um agente que atua diretamente na origem dos poluentes e gera benefícios ambientais concretos, com impacto direto na qualidade do ar e na sociedade”, afirma Lazarone. “Esse mercado passou a ganhar tração no fim de 2025, com projetos que passaram a demandar volumes relevantes. Para 2026, o potencial é de multiplicação de novos clientes”.
No segmento químico, o Grupo fortaleceu a atuação em amônia para controle de poluentes industriais, ampliou a presença no agronegócio com os adjuvantes FortFix e estruturou nova frente de fornecimento de matérias-primas para lubrificantes, incluindo óleos básicos, aditivos e polímeros
O crescimento do segmento químico também foi sustentado pela consolidação da atuação no agronegócio, com o lançamento, em 2025, dos adjuvantes da linha FortFix, essenciais para uma aplicação mais eficiente de defensivos e fertilizantes.
Além disso, o grupo estruturou uma nova frente de fornecimento de matérias-primas para lubrificantes, iniciada no último trimestre de 2025, que passou a contar com estrutura dedicada e gestão própria. Essa operação contempla a comercialização de óleos básicos, aditivos, componentes para formulação de aditivos e polímeros para produção de modificadores de índice de viscosidade.
O portfólio químico inclui também o fornecimento de ureia, que complementa as operações industriais e reforça as sinergias entre os diferentes pilares da Usiquímica.
A combinação dessas iniciativas — amônia, adjuvantes, matérias-primas para lubrificantes e ureia — sustenta a projeção de crescimento do segmento químico em 2026 de 17%, com um modelo de expansão baseado na diversificação, no ganho de escala e no fortalecimento estrutural do portfólio.
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Linha de Reboques e Semirreboques teve recuo de 29,98% e Carroceria sobre chassi 16,03%; Férias coletivas mais longas e crédito mais restrito refletiram no resultado
A indústria de implementos rodoviários registrou, no primeiro mês de 2026, recuo de 23,57%. “As férias coletivas mais longas e a conjuntura desfavorável ao crédito cobraram seu preço no nosso desempenho”, afirma José Carlos Spricigo, presidente da ANFIR. No mês de janeiro de 2026, foram emplacados 8.760 produtos, ante 11.461 unidades no mesmo mês do ano passado.
O segmento de reboques e semirreboques registrou queda de 29,98%. As vendas no período totalizaram 4.335 unidades, contra 6.191 em janeiro de 2025. Nas 14 linhas de equipamentos, apenas três apresentaram resultado positivo: Canavieiro, Transporte de Toras e Tanque Inox.
No setor de carroceria sobre chassi, o recuo foi de 16,03%. No mês passado, a indústria vendeu 4.425 equipamentos, contra 5.270 em igual período de 2025. Todas as linhas de implementos rodoviários produzidos no segmento tiveram recuo.
EMPLACAMENTO DO SETOR
Jan- 2025

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Argonautas Comunicação
O fim gradual da desoneração da folha de pagamento, iniciado em 2025, já provoca impactos relevantes no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), especialmente entre pequenas e médias transportadoras. Prevista na Lei nº 14.973/24, a extinção do benefício até 2028 inaugura um período de transição que impõe às empresas o recolhimento simultâneo da contribuição previdenciária patronal sobre o faturamento bruto e sobre a folha de salários, elevando gradualmente a carga tributária para um setor que até então operava com alíquotas reduzidas entre 1% e 4,5%.
A mudança na legislação pressiona os custos e gera incertezas no planejamento financeiro em empresas do setor, principalmente de pequeno e médio porte. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a retirada gradual do benefício afeta diretamente a sustentabilidade do setor. “O Transporte Rodoviário de Cargas é a base da economia brasileira e sustenta toda a cadeia produtiva. A desoneração da folha era um dos poucos instrumentos que ajudavam a equilibrar os custos de um setor que já convive com margens apertadas, aumento constante de insumos e elevada carga regulatória”, afirma.
Paulo Carvalho, diretor do SETCEPAR, destaca que a adaptação tem exigido mudanças na estratégia comercial e operacional. “Esse período de transição nos obriga a buscar alternativas para redução de custos e, ao mesmo tempo, discutir com os clientes a necessidade de repasse desses novos encargos. Em novos contratos, este custo adicional precisa estar previsto, porque se trata de um imposto que impacta diretamente a operação”, explica.
Na prática, o cenário tem exigido das transportadoras uma revisão profunda de seus modelos de gestão, precificação e relacionamento com clientes. Levantamentos nacionais do DECOPE da NTC&Logística indicam que o impacto médio direto da nova etapa da reoneração da folha é de aproximadamente 1,5% ao ano. Quando somados aos efeitos da primeira fase, iniciada em 1º de janeiro de 2025, o impacto acumulado alcança cerca de 3% em 2026, patamar equivalente a aproximadamente 60% do lucro médio do setor. O impacto reduz de forma significativa a capacidade das empresas de absorver novos custos, investir em estrutura administrativa e manter margens operacionais sustentáveis.
O diretor do SETCEPAR, Alexandre Alisk, destaca os desafios que o fim gradual da desoneração impõe às transportadoras associadas. “A retirada gradual desse benefício, sem uma reforma ampla sobre o custo do trabalho, pressiona ainda mais empresas que já convivem com elevada carga tributária, riscos trabalhistas e dificuldade de acesso ao crédito. A determinação impacta o processo de planejamento e a estrutura de custos das empresas, que muitas vezes não dispõem de estrutura tributária adequada ou de uma controladoria especializada para tratar do tema”, avalia.
Ao avaliar o cenário de médio e longo prazo, o presidente Silvio Kasnodzei reforça que a medida pode gerar reflexos econômicos e sociais relevantes se não houver ajustes estruturais. “Quando se eleva o custo de quem produz e transporta, sem uma revisão ampla do custo do trabalho, o risco é estimular a informalidade, reduzir investimentos e comprometer a geração de empregos. O SETCEPAR seguirá atuando para orientar os associados e dialogar com as autoridades, defendendo um ambiente mais equilibrado e sustentável para o Transporte Rodoviário de Cargas”, conclui o executivo.
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Empresa dispõe de 100 implementos rodoviários sendo 80 da marca e atende todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro
A Nutrymax Alimentos, empresa atacadista distribuidora de alimentos, consolidou sua frota com equipamentos da HC Hornburg. “Optamos pelas carrocerias da marca por sua elevada qualidade dos produtos”, afirma Alexandre Pereira Gonçalvez, sócio-diretor da empresa.
Das 100 carrocerias frigoríficas que a Nutrymax opera, 80 são da HC Hornburg, sendo 78 Baú ¾ e 2 baús com 6,5 metros de comprimento. “Os implementos da HC Hornburg são muito resistentes e bem acabados, o que nos permite reencarroça-los por três vezes”, explica o executivo.
A Nutrymax foi fundada em 2016, tem sede na capital fluminense e dispõe de uma estrutura completa de armazenagem e distribuição. Dessa maneira, a empresa atende a todos os 92 municípios do estado do Rio de Janeiro, como operadora logística da Cadeia do Frio.
Desde 2018, a Nutrymax é cliente da HC Hornburg. “Participar da história de uma empresa praticamente desde o seu início é um privilégio e cria laços de parceria muito profundos”, diz Betina Borchardt, diretora-geral da HC Hornburg.
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Argonautas Comunicação
Mais de 446 mil veículos passaram pelas unidades alfandegadas da empresa em 2025. Maior alta, de 18,1%, foi no número de caminhões com exportações
O movimento de caminhões nos portos secos administrados pela Multilog, uma das maiores operadoras de logística integrada do País, aumentou 11,6% em 2025, com a passagem de 446.966 veículos. A maior movimentação foi registrada em Foz do Iguaçu/PR, seguida por Uruguaiana/RS.
“Os portos de fronteira vêm se consolidando como infraestruturas vitais para a fluidez do comércio no Mercosul — fortemente impulsionados pelo setor do agronegócio e de insumos industriais —, bem como para a logística das exportações em geral, dos bens de consumo e dos componentes automotivos provenientes principalmente da Argentina e do Paraguai”, afirma Francisco Damilano (foto), gerente-geral de Operações das Fronteiras da Multilog.
Ele explica que, nesse contexto, a ampliação e a modernização tecnológica das instalações da Multilog, combinadas a políticas de incentivo fiscal estadual – a exemplo de Santa Catarina, com o Porto Seco de Dionísio Cerqueira – têm contribuído para o aumento da competitividade do transporte rodoviário de cargas.
Em 2025, o Porto Seco de Uruguaiana (RS) registrou um crescimento de 17,8% no volume de entrada de veículos, totalizando 158.488 caminhões. Destaque para o número de veículos com operações de exportação (111.764 caminhões, alta de 28,8%), mais do que o dobro daqueles com operações de importação (46.724 caminhões, queda de 2,1%).
Já pelo Porto Seco de Foz do Iguaçu (PR) – o maior do País e principal hub logístico do Mercosul –entraram 215.070 caminhões (+9,4%), o maior volume dentre as unidades alfandegadas administradas pela Multilog. As importações foram responsáveis pelo maior afluxo de veículos na unidade alfandegada – seis em cada dez caminhões –, o que representa um crescimento de 9,6% em relação a 2024.
Com localização estratégica na tríplice fronteira do Brasil, do Paraguai e da Argentina, a Multilog está investindo na construção do Novo Porto Seco de Foz do Iguaçu, que vai ampliar em cerca de 30% a capacidade de movimentação da unidade e garantirá condições ainda mais competitivas para o comércio exterior brasileiro. A inauguração da nova unidade está prevista para dezembro de 2026 e trará ainda mais eficiência operacional, tecnologia de ponta e equipes altamente treinadas e especializadas, assegurando agilidade no processamento de cargas e na circulação de veículos.
Em Santa Catarina, o Porto Seco de Dionísio Cerqueira registrou um aumento de 12,5% no volume de caminhões no ano passado, alcançando 25.882 veículos, dos quais pouco mais da metade (52,6%) estava relacionado a entradas de importações (+6,9%). Um destaque foi o crescimento de 19,3% no volume de caminhões destinados às exportações (12.554 veículos).
Já pelo Porto Seco de Jaguarão (RS), a entrada de caminhões cresceu 5,8%, para 35.605, com alta de 12,8% no número de veículos com exportações, mas queda de 3,5% nas entradas de caminhões com importações.
Ainda no Rio Grande do Sul, o Porto Seco de Sant’Ana do Livramento registrou uma redução de 7% no número de entradas de caminhões, encerrando 2025 com o ingresso de 11.921 veículos. Esse declínio foi impactado pelo menor volume de caminhões com importações (queda de 23,3%) e não foi compensado pelo aumento de 5,9% no número de caminhões com destino ao mercado externo.
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