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Fim gradual da desoneração da folha de pagamento pressiona empresas do Transporte Rodoviário de Cargas do Paraná

Fim gradual da desoneração da folha de pagamento pressiona empresas do Transporte Rodoviário de Cargas do Paraná

O fim gradual da desoneração da folha de pagamento, iniciado em 2025, já provoca impactos relevantes no Transporte Rodoviário de Cargas (TRC), especialmente entre pequenas e médias transportadoras. Prevista na Lei nº 14.973/24, a extinção do benefício até 2028 inaugura um período de transição que impõe às empresas o recolhimento simultâneo da contribuição previdenciária patronal sobre o faturamento bruto e sobre a folha de salários, elevando gradualmente a carga tributária para um setor que até então operava com alíquotas reduzidas entre 1% e 4,5%.

A mudança na legislação pressiona os custos e gera incertezas no planejamento financeiro em empresas do setor, principalmente de pequeno e médio porte. Para o presidente do Sindicato das Empresas de Transporte de Cargas do Estado do Paraná (SETCEPAR), Silvio Kasnodzei, a retirada gradual do benefício afeta diretamente a sustentabilidade do setor. “O Transporte Rodoviário de Cargas é a base da economia brasileira e sustenta toda a cadeia produtiva. A desoneração da folha era um dos poucos instrumentos que ajudavam a equilibrar os custos de um setor que já convive com margens apertadas, aumento constante de insumos e elevada carga regulatória”, afirma.

Paulo Carvalho, diretor do SETCEPAR, destaca que a adaptação tem exigido mudanças na estratégia comercial e operacional. “Esse período de transição nos obriga a buscar alternativas para redução de custos e, ao mesmo tempo, discutir com os clientes a necessidade de repasse desses novos encargos. Em novos contratos, este custo adicional precisa estar previsto, porque se trata de um imposto que impacta diretamente a operação”, explica.

Na prática, o cenário tem exigido das transportadoras uma revisão profunda de seus modelos de gestão, precificação e relacionamento com clientes. Levantamentos nacionais do DECOPE da NTC&Logística indicam que o impacto médio direto da nova etapa da reoneração da folha é de aproximadamente 1,5% ao ano. Quando somados aos efeitos da primeira fase, iniciada em 1º de janeiro de 2025, o impacto acumulado alcança cerca de 3% em 2026, patamar equivalente a aproximadamente 60% do lucro médio do setor. O impacto reduz de forma significativa a capacidade das empresas de absorver novos custos, investir em estrutura administrativa e manter margens operacionais sustentáveis.

O diretor do SETCEPAR, Alexandre Alisk, destaca os desafios que o fim gradual da desoneração impõe às transportadoras associadas. “A retirada gradual desse benefício, sem uma reforma ampla sobre o custo do trabalho, pressiona ainda mais empresas que já convivem com elevada carga tributária, riscos trabalhistas e dificuldade de acesso ao crédito. A determinação impacta o processo de planejamento e a estrutura de custos das empresas, que muitas vezes não dispõem de estrutura tributária adequada ou de uma controladoria especializada para tratar do tema”, avalia.

Ao avaliar o cenário de médio e longo prazo, o presidente Silvio Kasnodzei reforça que a medida pode gerar reflexos econômicos e sociais relevantes se não houver ajustes estruturais. “Quando se eleva o custo de quem produz e transporta, sem uma revisão ampla do custo do trabalho, o risco é estimular a informalidade, reduzir investimentos e comprometer a geração de empregos. O SETCEPAR seguirá atuando para orientar os associados e dialogar com as autoridades, defendendo um ambiente mais equilibrado e sustentável para o Transporte Rodoviário de Cargas”, conclui o executivo.

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setcepar

Fundado em 1943, o Sindicato das Empresas de Transportes de Cargas no Estado do Paraná (SETCEPAR), entidade que representa as empresas de transportes de carga no estado do Paraná, nasceu visando representar os empresários do setor de Transporte Rodoviário de Cargas da região em variadas atividades, como em negociações coletivas de trabalho e em aproximação com autoridades e com autarquias municipais, estaduais e federais, bem como com a imprensa.

Com 80 anos de história, a entidade hoje representa empresas em 265 cidades do estado, oferecendo aos associados diversos serviços e eventos para fomentar melhorias no Transporte Rodoviário de Cargas local e nacional.


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