Implementos Rodoviários | 2016

48 2016 A safra de grãos do período 2015/16 está estimada em 210,3 milhões de toneladas. Essa previsão foi divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no dia 10 de março, e poderá ainda sofrer algum reajuste, porém, não substancial. Mas, com base nas previsões disponíveis no início deste ano, já se sabe que o crescimento em relação à safra anterior será de “apenas” 1,3%. De fato, à primeira vista a variação pode parecer pequena. Contudo, em números absolutos os resultados enchem os olhos, afinal esse percentual positivo significa colheita de 2,6 de milhões de toneladas a mais em relação ao que foi colhido em 2014/15, cujo total ficou em 207,7 milhões de toneladas! Fator que mostra a grandiosidade dessa diferença é o volume de negócios que poderá gerar para o segmento de transportes. Afinal, quantas viagens de caminhão serão necessárias para movimentar essa carga adicional? Quem responde essa pergunta é o empresário Claudio Adamucho. “A quantidade de viagens está atrelada ao tamanho do implemento. Os graneleiros transportam, no geral, 48 mil toneladas. Se for nessas condições, seria necessário, aproximadamente, 55 mil viagens”. Claudio Adamucho fala com o conhecimento adquirido em longa vivência nesse ramo. Ele atua no setor de transportes há 30 anos, dos quais duas décadas focadas em produtos do agronegócio, especialmente grãos. Atualmente é diretor Administrativo da Transpanorama (primeira empresa que criou) e diretor Presidente do G10, companhia fundada, também por ele, em 2000. Ambas têm sede em Maringá (PR) Continuando pelo “caminho das contas”, e tomando como base o período mais intenso de transporte da safra, que dura cerca de 90 dias (do mês de março a maio), somente com o crescimento da colheita de 2015/16 teremos uma média de 600 viagens de caminhão a mais por dia – 18 mil por mês. Segundo o empresário paranaense, esse dado poderia gerar mais venda de caminhões e implementos. “Afinal, os números, como os demonstrados pela Conab podem ser um incentivador para as empresas de transportes investirem”. O agronegócio se tornou carro-chefe, mas o transportador atua sob influência de outros dados. O andamento da economia também é um importante balizador, seja com base na situação momentânea ou nas perspectivas, a partir das medidas governamentais que gerem incentivo ao desenvolvimento econômico e redução da inflação. Em outras palavras: mesmo a situação do País não estando boa, somente o fato do governante demonstrar o desejo de contribuir para a retomada do crescimento, com ações concretas, dá um novo ânimo ao setor, tornando-se, então “um fator motivador para os transportadores brasileiros”, assegura Claudio Adamucho. Sob esse aspecto, 2016 não começou com ar encorajador. Além do fraco desempenho da economia, um dado que não elevará a venda de veículos pesados para o transporte de grãos é o tamanho da atual frota. “Há um excedente Logística Logistics “O fato do governante demonstrar o desejo de contribuir para a retomada do crescimento, com ações concretas, dá umnovo ânimo ao setor”

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